Ampulheta com areia caindo ao centro, cercada por relógios antigos em ambiente vintage, simbolizando o tempo, a passagem da vida e o processo de reflexão e maturidade
Reflexões sobre a Vida - Tempo e Finitude

Lições que o Tempo Ensina e a Juventude Ainda Não Compreende

O que o tempo nos ensina e que nos ajudará a termos melhores rendimentos e uma vida melhor?

Recordo-me que, quando jovem, tinha o mundo em minhas mãos e “sabia” de tudo – como todo adolescente –. Sabia dos passos que iria dar, dos caminhos que iria percorrer e aonde queria chegar. O tempo passou, estudei, e, de certa forma, fui conseguindo trilhar minha caminhada, com alguns desvios pelo caminho – muitos, a propósito.

Ocorre que a vida não depende só de nós, e problemas e circunstâncias surgem a todo o tempo. E, de repente, saímos do plano original.

Muitas vezes, idealizamos e queremos algo que, espiritualmente falando (nesse sentido), talvez, fosse apenas a vida nos protegendo de um caminho que não era nosso. E, aí, as coisas começam a ficar bloqueadas: a vida trava, nada dá certo, e dificuldades surgem e aumentam.

E aí que entra o Sr. Tempo a nos ensinar que tudo tem seu tempo para acontecer, e que esse tempo não seja o nosso, ao menos naquele momento da vida.

A vida é como se fosse uma engrenagem conectando a todos, e que, como os ponteiros de um relógio, marcam a hora exata do dia…

Bem, mas o que a vida e o tempo me ensinaram? Muitas coisas, mas, se eu fosse listar as mais importantes, eu diria: conhecimento, paciência e maturidade.

O conhecimento que o tempo me trouxe

Como grãos de areia que um a um vamos colocando em um recipiente, aprendi aos poucos conhecimentos que me levaram onde estou hoje. 

A escola me deu base para a faculdade, mas o ensino superior não me fez quem sou hoje, ela também alicerçou minha caminhada. Não fosse isso, não começaria a vida partindo dos patamares que comecei.

Mas, a subida dos degraus exigiu novos conhecimentos, que apenas a vida pode nos dar, nossas habilidades em unir tudo o que sabemos para tomarmos as decisões corretas, resolvermos problemas e estarmos prontos para novos outros degraus.

E, com o passar dos anos, mais e mais conhecimentos e habilidades foram sendo adquiridos, completando esse pote de areia”. 

Erros e acertos – mais erros que acertos –, como bebês aprendendo a andar fizeram parte de minha caminhada. E isso é importante compreendermos: somos humanos e erramos e acertamos, e isso tudo vai complementando nosso aprendizado.

A impaciência por trás de nossa ânsia em querer vencer

Vivi uma época em que havia os tais “Yuppe” (Young Urban Professional – Jovem Profissional Urbano), o que seria os jovens milionários nos dias de hoje, e havia aquela ânsia de querer vencer essa corrida e chegar a esses números antes de seus amigos.

Lógico que os anos se passaram, não atingi essa soma, e a sensação de fracasso bateu a minha porta.

Ciclos aconteceram, coisas novas se passaram, quando, então, aprendi que – novamente – o tempo é o Sr. de tudo. Dei-me conta, então, de que não eram os valores que me derrubaram, sim a impaciência de querer o mundo tão rápido. 

Sim, nossa vida é muito curta, se formos comparar à história da humanidade. Mas longa o suficiente para acontecer tudo a seu tempo.

A partir do momento que aprendi isso, a cultivar a paciência, o tempo desacelerou e encontrei minha paz. Paz de espírito para deixar o fluxo da vida seguir.

Paciência: a ciência da paz

A maturidade como rainha da experiência

Há pessoas que alcançam a maturidade muito rápido. Mas, no geral, ela é algo que se atinge com a experiência de vida, frustrações, dificuldades, sucesso etc. Não é por menos que costumam dizer que pessoas mais velhas são mais maduras…

Bem, retomando a pergunta inicial, o que o tempo nos ensina, penso que é exatamente essa maturidade, que acaba nos lapidando e nos tornando mais fortes e resilientes.

Se eu cheguei a ficar milionário? Não, ainda não [rsr]. Mas a grande verdade – ao menos para mim –  é que quase ninguém chegou, ainda mais antes dos 30. Certamente há jovens milionários por aí; deram certo, e está tudo bem.

Mas, hoje, entendo que a grande riqueza que alcancei foi entender que tudo isso dito acima empoderou-me de tal forma que posso dizer que “sou mais eu”, ainda que existam pessoas bem mais sucedidas por aí.

Maturidade diz respeito a compreender melhor as coisas, ter aprendido com os erros e acertos, ter criado habilidades, que o diferenciam dos demais, ter aprendido a respeitar sua condição e a dos demais etc.

Bem, quisera meus filhos aprendessem esses conselhos, mas há coisas que apenas o Tempo nos ensina…

Quando somos jovens, acreditamos que sabemos o caminho.
Com o tempo, descobrimos que não era o caminho — éramos nós que ainda não sabíamos caminhar.

No fim, o tempo não nos ensina apenas a viver melhor.
Ele nos ensina a sermos quem sempre fomos — sem pressa de chegar, mas com coragem de continuar.

Há coisas que só entendemos quando a vida desacelera.
É sobre isso que escrevo no Substack — reflexões para quem já viveu um pouco mais… e quer viver melhor.
Se fizer sentido, caminhe comigo por lá.

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